Máscaras não aumentam risco de intoxicação por CO2, demonstra estudo

Máscaras não aumentam risco de intoxicação por CO2, demonstra estudo
Máscara não aumenta risco de intoxicação por CO2, segundo estudo (Foto: Victor He/Unsplash)

Um novo estudo da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, desbanca um mito que tem se propagado por aí: máscaras não retêm dióxido de carbono (CO2) próximo ao rosto e, portanto, não aumentam risco de intoxicação dos usuários. Os resultados foram publicados na última sexta-feira (2) no jornal científico Annals of the American Thoracic Society.

Os pesquisadores avaliaram as mudanças no nível de oxigênio e de dióxido de carbono antes e durante o uso de máscara em 30 pessoas: 15 indivíduos saudáveis ​​e outros 15 com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), em que a passagem do ar pelos pulmões é obstruída de forma persistente.

“Mostramos que os efeitos são mínimos, mesmo em pessoas com comprometimento pulmonar muito grave”, diz, em nota, Michael Campos, que liderou a investigação. “O público não deve acreditar que as máscaras matam”.

Quanto à sensação de falta de ar que algumas pessoas saudáveis ​​podem ter, os estudiosos asseguram que não é pelo CO2. Provavelmente ocorre por restrição do fluxo de ar com a máscara, em particular quando é necessária maior ventilação. Um exemplo é quando você está subindo rapidamente uma ladeira e sente falta de ar. Uma máscara muito apertada também pode intensificar essa sensação. A solução é simples: diminuir a velocidade ou remover o equipamente de proteção se você estiver a uma distância segura de outras pessoas.

Entretanto, Campos enfatiza a importância de usar máscara para prevenir a infecção por Covid-19. Se uma máscara cirúrgica não estiver disponível, uma de tecido com pelo menos duas camadas é recomendada. Pacientes com doenças pulmonares fazem parte do grupo de risco, devendo evitar ainda mais a infecção, lavando as mãos e cumprindo o distanciamento social.

“Reconhecemos que nossas observações podem ser limitadas pelo tamanho da amostra, no entanto, nossa população oferece um sinal claro sobre o efeito nulo das máscaras cirúrgicas nas mudanças fisiológicas relevantes nas trocas gasosas em circunstâncias rotineiras (repouso prolongado, caminhada breve). É importante informar ao público que o desconforto associado ao uso da máscara não deve levar a preocupações de segurança infundadas, pois isso pode atenuar a aplicação de uma prática comprovada para melhorar a saúde pública”, apontam os autores.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/

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