Variante delta: o que sabemos sobre ela?

Variante delta: o que sabemos sobre ela?

No dia 27 de julho de 2021, o Central for Disease Control (CDC), o Departamento de Controle de Doenças dos EUA, liberou um novo protocolo de recomendação para a população em relação a medidas protetivas de controle do Covid-19 e novamente o uso de máscaras faciais e o distanciamento social foram retomados, mesmo para aqueles que estivessem completamente vacinados, uma vez que o número de casos principalmente relacionados à variante delta com necessidade de internação estavam aumentando de uma forma rápida e alarmante.

Estatisticamente falando, no final do mês de junho de 2021 houve um total de 12 mil casos contra 60 mil casos no mês seguinte. Um índice maior que no período anterior a vacinação.

Em relação a isso, algumas conclusões foram tiradas principalmente em relação ao grau de transmissibilidade e infecção causadas pela variante delta, mesmo na população vacinada. Atualmente, a variante delta é a causa mais predominante na população americana infectada. Abaixo listamos algumas conclusões que os profissionais do CDC obtiveram pela análise da variante delta na população americana, sendo que estudos ainda estão sendo realizados para obter mais informações e confirmações.

Infecção e contaminação

  • A variante Delta é mais infecciosa e tem maior poder de transmissão do que as formas iniciais da SARS-CoV-2.
  • A variante delta é 2x mais contagiosa que as cepas originais.
  • Alguns estudos do Canadá e Escócia demonstraram que a variante delta é capaz de causar doença de maior gravidade do que as cepas originais com maior índice de hospitalização. Porém os óbitos estão relacionados aos pacientes não vacinados.
  • O maior risco de contágio e transmissão está na população não vacinada. Pacientes totalmente vacinados têm uma chance muito menor de contrair a doença e de forma mais leve, porém ainda são fontes de transmissão para a população não vacinada.
  • A população totalmente vacinada ainda tem a capacidade de transmitir a variante delta, porém por um período de tempo menor. Dentre a população infectada com a variante delta foi encontrada a mesma quantidade de material genético viral entre os pacientes vacinados e os não vacinados, porém na população vacinada a quantidade de material genético diminuiu muito rapidamente em comparação com os não vacinados, tornando a população vacinada transmissora por um período de tempo mais curto.

Vacinas

  • As vacinas de tecnologia RNA mensageiro, administradas nos EUA (Pfizer e Moderna) são altamente eficazes até contra a variante delta.
  • Apesar das vacinas administradas nos EUA serem de alta eficácia, prevenindo as formas graves com necessidade de hospitalização, alguns pacientes totalmente vacinados ainda irão ser infectados e apresentar sintomas leves.
  • As vacinas possuem um papel fundamental no controle de infecção das cepas primárias do SARS-CoV-2 e também sobre a variante delta. Apesar de não serem 100% eficazes, onde alguns pacientes totalmente vacinados irão apresentar alguns sintomas caso infectados, os sintomas serão leves e não haverá necessidade de internação. As comunidades onde a vacinação não é predominante estão atualmente sendo as responsáveis pela alta transmissão da variante delta e apresentando risco para o surgimento de novas variantes, consequentemente.
  • A vacinação é a melhor e única forma eficaz de proteção até o momento. Quanto maior o número da população vacinada, menor a incidência de casos graves e óbitos e também menor chance de surgimento de novas cepas variantes. O CDC recomenda que pacientes acima de 12 anos sejam vacinados o mais breve possível.

Máscaras

  • Até o momento atual com os dados sobre a variante delta, além da vacinação, o uso de máscaras ainda é um fator importante para a diminuição da transmissão das cepas do SARS- CoV-2.
  • Na atual conjuntura e com todos as informações adquiridas até o momento, enquanto não se consegue obter um índice de vacinação populacional alto, outras medidas de prevenção aindadevem continuar em vigor como o uso de máscaras em locais públicos fechados e em aéreas de alto índice de transmissão.

Autora: Gabriela Queiroz

Fonte: https://pebmed.com.br/

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